segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

UMA ESCOLA FUTURÍSTICA EM FORTALEZA



O futuro já chegou em Fortaleza!

A Gênio Azul é uma escola super antenada e tecnológica.

Buscando desenvolver competências através da educação tecnológica esta fantástica escola estimula os alunos a pensar e criar de forma responsável, crítica e consciente.

Segundo Kátia Ribeiro, a Gênio Azul prova que experimentar para aprender é o que eleva o nível de aprendizagem das crianças e adolescentes.

Um ensino inovador, utilizando-se de games, robótica e programação faz toda a diferença no desenvolvimento intelectual e cognitivo da nova geração que já nasce mergulhada em tecnologias de ponta.

A Gênio Azul, vem complementar a educação formal dos estudantes de uma maneira divertida, desenvolvendo o foco, a concentração e o trabalho em equipe.

O projeto pedagógico se baseia nos pilares educacionais: aprender a ser, a conhecer, a fazer e a conviver. Portanto, todas as atividades são voltadas à preparação dos alunos para a vida.

Já estava passando da hora de termos uma escola comprovadamente antenada com o futuro que já está tão presente no nosso dia-a-dia.

A escola conta com uma equipe de professores qualificados e experientes e isso faz toda a diferença nos resultados.

Vale a pena fazer uma visita e marcar uma aula experimental na Gênio Azul.

Avenida Barão de Studart, 1501
Fortaleza - (85) 3047-9977




QUE TAL UM 2017 COM MAIS TECNOLOGIA NA SALA DE AULA?

Imagem Google Imagens

Plataforma Escola Digital é um espaço para professores que buscam opções de conteúdo multimídia na hora de criar um ambiente mais interativo entre os alunos
Buscar fontes de conhecimento e novas maneiras de aplicar conteúdo em sala é sempre um desafio para os professores, principalmente em época de planejamento para o ano letivo – que se inicia em breve. Como forma de colaborar com essas novas maneiras de ensinar e aprender, a Fundação Telefônica Vivo  conta com a plataforma gratuita Escola Digital.
Criada em 2013 junto ao Instituto Inspirare e o Instituto Natura, o conteúdo oferece um leque de opções para que educadores invistam em aulas mais participativas e divertidas, enxergando sempre a tecnologia como uma chave para ampliar o ambiente educacional. O site conta com mais de 12 mil objetos de aprendizagem (ODAs), compostos por games, vídeos, infográficos, animações e simuladores que podem ser utilizados por professores e alunos. É possível filtrar todo esse conteúdo por tipos de mídia, disciplina, etapas, anos e modalidades de ensino.
Além disso, na área apoio ao professor (na lateral direita do site), por exemplo, são disponibilizados plano de aulas que apresentam sugestões de conteúdos para serem aplicados diretamente nas aulas, como vídeos dos mais variados temas, de reciclagem do lixo a contos folclóricos. Também é possível criar grupos entre professores e alunos para compartilhar os objetos de aprendizagem e, assim, apoiar estudos online e trocas de experiências.
No portal, os educadores encontram ainda sugestões de como elaborar a aula com base no material que está sendo oferecido. No caso dos vídeos, o professor pode realizar atividades levando em consideração o que os alunos entenderam sobre o que foi apresentado.
Para auxiliar os educadores na hora de utilizar toda essa tecnologia dentro da sala de aula, a plataforma oferece também um curso gratuito à distância dividido em quatro módulos com 40 horas e com certificação validada pelo MEC.
Durante o curso, o professor começa a compreender melhor como fazer da tecnologia uma ferramenta dentro do ambiente escolar e auxiliar coordenadores pedagógicos e diretores a incorporarem recursos digitais na infraestrutura da escola.
Outra ferramenta pensada pelo Escola Digital foi o Caderno de Apoio – Professores. O material funciona como um guia, explicando sobre as funções disponíveis na plataforma e como o professor pode utilizá-la da melhor forma. Este material está disponível aqui para download gratuito.

4 motivos que mostram que usar o celular na sala de aula pode ser algo bom



O uso do celular na sala de aula sempre foi proibido e muito malvisto pela maioria dos professores, não é mesmo? Porém, atualmente, o celular deixou de ser apenas um mecanismo de distração para o aluno e passou a figurar como um recurso novo, que, quando bem utilizado, pode auxiliar no processo de aprendizagem. Ainda não se atualizou a esse ponto? Então confira agora mesmo 4 dos diversos motivos que mostram que usar o celular na sala de aula pode ser bom! Acompanhe:

O processo atual é de expansão da sala de aula

O celular é capaz de levar o conhecimento juntamente com o aluno a qualquer lugar que ele vá. Ao contrário do que acontece com os cadernos, que os estudantes guardam na mochila e só olham no outro dia, o celular continua sendo utilizado após o final da aula. Sendo assim, utilizar o aparelho na sala pode ser uma forma bem interessante de expandir a capacidade do aluno na busca por conhecimento, além de proporcionar aos professores a implementação de uma novidade mais que bem-vinda no processo de aprendizagem. Nesse novo cenário, professores e alunos podem compartilhar materiais de estudo, encontrando vídeos e artigos interessantes na internet para servirem de referência e auxiliar em determinada tarefa, por exemplo. E os alunos também podem tirar dúvidas uns com os outros por meio de mensagens instantâneas ou grupos de discussão.

Os jovens simplesmente adoram tecnologia



Utilizar a tecnologia como uma ferramenta de apoio à educação pode ser uma estratégia bem produtiva para os alunos, uma vez que eles normalmente adoram celulares, tablets, computadores e outros diversos aparatos tecnológicos — tanto que esses gadgets estão sempre presentes em seu dia a dia. Assim, o fato de poderem usar esses recursos para o estudo pode acabar aumentando sua motivação e, consequentemente, aumentando o engajamento da turma na sala de aula.

O investimento em tecnologia para a educação é cada vez maior

Nos países mais avançados, o investimento em tecnologias que auxiliem o processo educacional é cada vez maior — na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo, a verba para a tecnologia é, muitas vezes, até maior do que a verba para a educação em si! Essa tendência de se desenvolver tecnologias que estejam presentes no mundo educacional só ajuda a confirmar que a utilização do celular na sala de aula definitivamente não é mais tão errado assim, não concorda?

Os aplicativos educacionais já são realidade no mercado

Hoje em dia já existem diversos aplicativos voltados para a educação, além de muitos jogos já terem sido desenvolvidos utilizando a técnica de gamification para ensinar de um jeito mais descontraído. Isso sem contar que também já existem empresas especializadas em sotfwares para a área da educação, que possibilitam o controle de cronogramas, a entrega de atividades e a disponibilização de conteúdos extraclasse, por exemplo. A moral da história é que existe toda uma linha de produtos tecnológicos voltados para a educação que não só pode como deve ser aproveitada por professores a fim de proporcionar aos alunos novas formas de aprender.
O Google, por exemplo, que já é considerado uma importante ferramenta de auxílio aos estudantes, possui uma linha de aplicativos totalmente voltada ao ensino: o Google for Education. A plataforma, além de contar com a garantia de qualidade dessa gigante das buscas on-line, ainda é capaz de se integrar aos dispositivos móveis. Mais facilitado que isso é até difícil!
Viu como a tecnologia e a educação estão cada vez mais próximas? É hora, então, de incentivar as escolas e os professores a considerarem o aparelho como um verdadeiro aliado da sala de aula, não acha? E você, já implementou essa inovação em suas aulas? Comente aqui e divida conosco suas experiências!

Fonte: QINETWORK

sábado, 7 de janeiro de 2017

APRENDENDO E INTERAGINDO COM BLOGS



Os blogs surgiram no final da década de 1990, com o intuito de funcionarem como diários on-line (web logs) nos quais os usuários falavam um pouco de seu dia a dia e seus amigos e conhecidos iam comentando. Com o passar do tempo, a ferramenta ganhou novos objetivos: alguns blogs se tornaram fontes de notícia, outros reuniam imagens e vídeos engraçados e, obviamente, alguns usuários passaram a utilizar os blogs com um viés educacional. É nesta última categoria que se encaixa o blog da professora Isabel Aguiar, de Fortaleza (CE), que leciona aulas de História tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio em duas escolas.
Isabel, que se tornou professora devido à influência da mãe (também educadora), criou o blog em abril de 2010, logo após adquirir seu primeiro computador. “Com essa ferramenta em mãos e sabendo do interesse dos jovens pela informática, resolvi interagir com eles através do blog. A iniciativa foi minha: envolvida pela realidade do mundo das novas tecnologias, deixei-me seduzir, unindo o útil ao agradável”, afirma a professora, que admite que o blog se tornou um foco das atividades dela: “é o meu xodó”, brinca Isabel, que prepara cada postagem visando o aprimoramento dos leitores.
Os conteúdos postados no blog são quase todos didáticos, abordando o que é ensinado sobre História para o ensino fundamental II e ensino médio. Grande parte do material é composta por elementos audiovisuais e pelos textos utilizados durante as aulas, pois “quem faltou e/ou quer aprofundar o assunto e estudar para provas, é só acessar [o blog]”, diz Isabel. Além disso, os alunos podem conferir o que a professora chama de “suportes educacionais”: são mapas, imagens, vídeos, dicas de sites e de leitura e dicas de sites sobre inclusão e meio ambiente, além da prestação de serviços como a divulgação de imagens de pessoas desaparecidas, entre outros – tudo para poder auxiliar os alunos tanto dentro como fora da sala de aula. Outros temas adotados pela professora são assuntos que fogem do conteúdo didático programado, mas que são de interesse dos alunos, como a “ditadura” da beleza e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Outra vantagem do blog, segundo Isabel, “é que os pais também podem acompanhar os estudos dos filhos”.
Toda a dedicação da educadora com a ferramenta não passa despercebida pelos alunos. A prova disso são os comentários deixados pelos jovens na página, num espaço dedicado a eles: “aqui tem um bando de loucos por você, a senhora é demais”, “gostei muito do seu blog, [ele] está ótimo, a cada dia está melhorando”, “eu amo o seu blog, ele é demais! E eu também amo as suas aulas, elas também são demais!”, etc. Para o aluno Cláudio Tavares, do 3º ano do ensino médio, “o blog é uma forma diferente e inovadora de estudarmos, pois é inegável ver que as novas tecnologias estão dominando o mundo inteiro, e na educação não seria diferente”. O estudante também elogia muito a forma dinâmica e interativa com que os assuntos didáticos são abordados na página da professora Isabel. “Você pode estudar a história de uma forma diferente e aprofundar a matéria com curiosidades e outras formas de interação, como a postagem, jogos educativos, quiz de perguntas e outros. A professora Isabel também adora o uso das redes sociais, [e às vezes dá] uma aula toda usando o Twitter, por exemplo”, comenta.
Segundo Isabel, os elogios e o interesse dos alunos não são somente “da boca para fora”, e podem ser notados na sala de aula. “Durante as aulas, no laboratório de Informática do colégio, o clima é o melhor possível. A indisciplina praticamente inexiste. Ninguém quer ir beber água ou ir ao banheiro, e quando a aula acaba eles querem continuar. Isso é muito gratificante”, revela a professora. “Antes eu estudava da forma mais arcaica, decorando datas, locais e outras coisas, agora eu aprendo brincando ou apenas navegando no blog”, admite Cláudio, confirmando o interesse dos estudantes pelas aulas e conteúdos do blog.
O reconhecimento do trabalho on-line e off-line da professora Isabel também vem da diretoria. “É um blog atualizado, com uma linguagem que interage com as pessoas que o acessam, possuindo uma riqueza de conteúdos que ajuda os visitantes, principalmente os alunos, a ampliarem seus conhecimentos, e não só em História, mas em diversas áreas de estudo”, afirma Frei Paulo, diretor do Colégio Seráfico, que revela que outros educadores da instituição também estão seguindo o exemplo de Isabel e criando seus blogs.
A página, que possui uma média de 300 acessos diários, já vem ganhando fãs até mesmo de estudantes e professores de fora do Colégio Seráfico e do Instituto Frei João Pedro de Sexto. “Esses [acessos] não são somente dos meus alunos, mas também de estudantes de vários lugares do País e do exterior, os quais sempre me mandam e-mails pedindo dicas e orientações. Muitos professores comentam as postagens e escrevem parabenizando”, revela Isabel. O blog já é relacionado entre os principais sites do País para a preparação de alunos para o Enem e vestibulares.
O trabalho on-line da professora não se limita à utilização do blog. Ela também conta com o apoio das redes sociais, algo que gosta e utiliza muito. “As redes sociais são uma ponte entre mim, os alunos e o blog, no sentido de facilitar o acesso às postagens através dos links referentes às atividades, e também para tirar dúvidas,” afirma a educadora.
Todo esse sucesso obtido com o blog e também pela sua presença nas redes sociais já faz a professora Isabel Aguiar pensar em se especializar no uso das Tecnologias na Educação. Ela está atualmente elaborando um projeto de mestrado em Tecnologias da Educação no Ensino de História, algo que ela espera que desperte ainda mais o interesse dos outros professores no tema da utilização das tecnologias. “A partir do mestrado, pretendo me especializar cada vez mais e contribuir com meus colegas professores, fazendo com que eles percebam que este é um caminho sem volta. Temos que nos atualizar e a tecnologia está aí para somar”, conclui Isabel.

Matéria publicada na edição de novembro de 2012 da revista Profissão Mestre. 

PLANO DE AULA - TEMA: A IMPORTÂNCIA DO VOTO

Quando o assunto é eleição, logo surge o debate sobre a importância do voto e do ato de votar de forma consciente. Por isso, o tema deve ser trabalhado com os alunos, com o objetivo de fazê-los entender como o voto evoluiu e o papel desempenhado por essa ação ao longo da história do Brasil. Essa é a proposta da professora de História de Fortaleza (CE), Isabel Aguiar, que elaborou um plano de aulas breve e objetivo sobre o assunto.
Dedicado a alunos do 8º ano do ensino fundamental – mas adaptável para outras etapas de ensino, segundo Isabel –, o plano de aula prevê a utilização de apenas duas aulas, e tem como objetivos identificar transformações nos comportamentos e nos processos democráticos; entender as práticas políticas em sociedades democráticas; e despertar no estudante o interesse por política, além de uma visão mais crítica por parte do jovem sobre o período eleitoral e a importância do voto.
Primeira aula
Para começar, o professor deve se dedicar à discussão, com seus alunos, sobre o que é política, democracia e importância do voto. Após a exposição das ideias dos estudantes, é preciso fazer uma explicação teórica dos termos, relacionando esses conceitos com situações do cotidiano. Nessa mesma aula, o professor deve explicar os períodos da história política do País – Colônia, Império e República –, além de questionar os alunos sobre o voto feminino, levantando discussões e debates. Ao final da aula, o educador deverá solicitar para os alunos uma pesquisa sobre os temas abordados, para que, na aula seguinte, os resultados dessa pesquisa extraclasse sejam expostos e debatidos em sala.
Segunda etapa
Essa etapa do projeto está centrada na exposição do material pesquisado anteriormente. Os alunos deverão comentar as informações obtidas em sala. Em seguida, o professor e os estudantes deverão debater também a espetacularização da política, que hoje se transformou em um evento predominantemente imagético e visual. “Comente que as atuais campanhas eleitorais estão fundamentadas na televisão e em outros suportes, e que elas têm como objetivo vender uma imagem produzida do candidato ou do partido, pouco importando sua concepção ou prática política”, comenta Isabel.
Conclusão
Para concluir o plano de aulas e avaliar seus estudantes, a educadora cearense sugere que a avaliação seja feita com base na pesquisa realizada durante a primeira e a segunda aulas. “Analise com a turma os resultados da pesquisa feita em casa e observe se eles entenderam quais são os critérios utilizados pelos adultos para a escolha dos candidatos. Preste atenção também às sugestões da turma para a reforma política. Exija coerência na argumentação e verifique se eles entenderam de fato o problema”, sugere a professora de História.

O USO DE CELULAR EM SALA DE AULA


Acesse a edição digital aqui.

Entrevista concedida por mim à Revista Páginas Abertas.

O tema da entrevista é CELULAR NA SALA DE AULA.

A entrevista pode ser lida a partir da página 37.

Espero que gostem!!


Blogs e celulares como aliados nas aulas de história

Blogs e celulares como aliados nas aulas de história

Ana Isabel Braga de Aguiar

Para promover um melhor desempenho dos alunos, é necessário que os professores aproximem sua linguagem da dos jovens. Para isso, nada melhor que usar as tecnologias digitais.
Leciono história no ensino fundamental e médio, em Fortaleza (CE). Todas as vezes que se inicia um ano letivo e recebo alunos novatos ou leciono em turmas que antes não conhecia, pergunto para que serve a história. As respostas são praticamente unânimes: “Serve para estudar o passado”. Isso me angustia e me dá a sensação de estar me comunicando com pessoas que falam outra língua. Não consigo conceber como as pessoas não percebem que a história acontece todos os dias e a todo momento. Para desmistificar essa concepção ultrapassada, proponho: vamos usar nossos smartphones para aprender história? 

Não podemos negar a realidade que nos rodeia nem fechar os olhos para ela: o celular chegou para ficar. Sendo assim, “se não pode com o inimigo, junte-se a ele”. Inimigo? Sim, para muitos educadores, o celular não passa de um inimigo que vem atrapalhar as aulas e causar discórdias e estresse entre docentes e discentes. No entanto, tudo depende do ponto de vista. Tudo depende do uso que se faz desse aparelhinho, que é um computador portátil no qual podemos entrar em contato com bibliotecas, dicionários, blogs, livros... no qual podemos criar. Criar vídeos, fotografar, gravar voz, acessar redes sociais, entre outras possibilidades. Então, por que não usá-lo para despertar a autonomia dos alunos? 

Estou investigando algumas formas de usar o celular nas aulas. Entre aquelas já encontradas, consta fazer pesquisas on-line em sala de aula, produção de trabalhos não mais escritos ou impressos em papel, mas sim virtuais, com áudio e vídeo. Isso torna a aula muito mais dinâmica, e o aluno sente-se mais estimulado. Dependendo da faixa etária, o resultado pode variar, mas é com os erros que se aprende. Por ser algo novo, são perdoados os erros, já que aprimoram os resultados futuros.

Os alunos têm algo inovador e moderno em suas mãos. Então proponho a reflexão sobre como o ser humano começou a se comunicar. Com o tema “comunicação”, podemos navegar pela história da humanidade, desde as cavernas até os dias atuais. Vamos usar a tecnologia que está em nossas mãos para pesquisar. Todo mundo pesquisando a origem da comunicação humana!

Resultado: a turma percebe que as pinturas rupestres e os pergaminhos eram formas de comunicação, que os livros e a televisão iniciaram a comunicação de massa e que esta, em especial, democratizou a comunicação. Agora estamos em sala de aula com a “cereja do bolo”, o smartphone. Através de uma pesquisa rápida na internet, os alunos aprendem essa história em minutos. 

Eureca! Esse aparelhinho não serve só para telefonar, enviar mensagens ou acessar redes sociais. As redes sociais são o suprassumo da comunicação na atualidade, e o smarthphone possibilita-nos, por meio da internet, o contato com pessoas do mundo inteiro, conhecidas ou não, aproximando-nos de pesquisas científicas e documentos raros da história da humanidade, entre outras coisas. 

Quando, em tempos passados, teríamos acesso a tais privilégios? Ao longo da aula, os alunos entendem que a escrita, o telégrafo, a máquina de escrever, o telefone domiciliar eram regalias de poucos. O que os leva a questionar: “Será que as tecnologias móveis estão revolucionando a história, professora?”; “Sem dúvida, sim!”.  

No final do século XX, os seres humanos passaram a viver em um mundo cada vez mais globalizado e conectado. Em 2008, cerca de 1,4 bilhão de pessoas estavam ligadas umas às outras através da internet, enquanto 3,3 bilhões de celulares estavam espalhados pelo mundo. Somente no Brasil, 280,5 milhões de celulares foram vendidos até novembro de 2014, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Revolução Industrial gerou a padronização dos meios de produção, o uso de máquinas para substituir algumas profissões que deixaram de existir ou se adaptaram à nova situação. E agora? Outras profissões surgiram e continuarão surgindo. Nesse sentido, temos de usar as tecnologias móveis a favor da humanidade. O aluno que sabe usar seu smartphone para pesquisar, produzir vídeos sobre assuntos estudados em sala, capturar imagens com a câmera do celular para exemplificar situações cotidianas que têm relação com o assunto estudado nas aulas de história, por exemplo, torna-se autônomo, agente da história e, o melhor de tudo, protagonista de sua própria história. Aula de história é isto: formar seres humanos críticos e independentes.

Novos tempos na educação
Sabemos que tudo está mudando muito rápido no século XXI. O que é novidade hoje amanhã passa a ser velho, ultrapassado. Isso acontece em diversos setores da sociedade. Também acontece na educação? Do ponto de vista das metodologias educacionais, a resposta é sim. Vemos alunos do século XXI tendo aulas com professores que usam metodologias do século XX. E, mais que isso, vemos a falta de formação ou interesse dos docentes nesse sentido. É vital para a educação sair da zona de conforto e partir para novas experiências. 

Para promover um melhor desempenho dos alunos, é necessário que os professores aproximem sua linguagem da dos jovens. Portanto, nada melhor que usar as novas tecnologias digitais. Os blogs são excelentes aliados para esse fim. Além de poder ser criado gratuitamente, o blog oferece uma infinidade de maneiras para reformularmos as aulas. 

Só podemos afirmar que algo pode dar certo ou errado se tentarmos. Isso também acontece em sala de aula. Em abril de 2010, criei um blog voltado para as aulas de história (www.profisabelaguiar.blogspot.com.br), no qual o conteúdo das aulas fica disponível. Os alunos que faltaram a alguma aula têm o conteúdo à disposição, e os que tiverem dúvidas podem rever slides, vídeos, textos e demais informações referentes à aula. Além disso, a produção dos alunos (textos, vídeos, fotos, slides) fica à disposição dos colegas, e as questões podem ser resolvidas pelo blog, evitando-se o uso de papel. 

Outra vantagem é que e os alunos podem entrar em contato comigo a qualquer dia e horário. O blog tem auxiliado não só meus alunos, mas também estudantes de todo o Brasil. Professores de diversas regiões têm acesso ao conteúdo e podem compartilhar ideias e informações. Essa tem sido uma excelente ferramenta de ensino-aprendizagem. Os alunos podem ser igualmente incentivados a criar seus próprios blogs, o que os estimula a escrever, promove a criatividade e a autonomia e os encoraja a mostrar seus talentos. 

Aula planejada
Assim como todas as nossas aulas devem ser previamente organizadas, as aulas com celular ou blog também seguem o mesmo caminho. Os alunos têm de ser preparados previamente para a nova metodologia a fim de que desviem o mínimo de sua atenção e entendam que, naquele momento da aula, a tecnologia está a favor do aprendizado, e não do lazer. Respeitando as devidas proporções, podemos aliar aprendizado e lazer para quebrar o tabu de que toda aula tem de ser chata e cansativa.

Nesse modelo, a avaliação é contínua, sendo observados os seguintes pontos: a capacidade de abstração; o trabalho colaborativo entre os colegas; a aptidão para lidar com os equipamentos tecnológicos com vistas a construir o conhecimento; o grau de interesse em se dedicar à atividade proposta; a capacidade de colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável.

Utilizo o blog como ferramenta para aulas expositivas, postando o material a ser trabalhado em sala. Grande parte das atividades com o blog os alunos fazem em casa. Em sala de aula, eles são divididos em grupos para realizar as atividades de filmagem, elaboração de textos, troca de mensagens, pesquisa na internet e no blog. Depois disso, eles apresentam o resultado aos colegas em sala. Muita coisa produzida por eles eu posto no blog. Infelizmente, como não posso ir contra o sistema de avaliação tradicional, aplico provas parciais e bimestrais, mas existe uma terceira nota, que eu atribuo com base nas atividades realizadas no blog, usando o celular ou tablet.

Os resultados têm sido interessantes. Devido ao fato de poucos professores utilizarem essa metodologia, recebo quase diariamente e-mails ou mensagem via blog pedindo dicas sobre como fazer. Além de professores, estudantes de outras localidades escrevem agradecendo o auxílio que o blog tem dado a seus estudos para o ENEM e o vestibular, bem como para as atividades escolares.

Deixo claro que todos esses resultados que obtive até agora são apenas amostras. Continuo testando múltiplas possibilidades nesse sentido.
  • Ana Isabel Braga de Aguiar é graduada em História e professora no Colégio Dáulia Bringel, em Fortaleza (CE). isabelaguiar3@yahoo.com.br